Palavras ao vento

Eu estou para escrever este post a um tempo mas por falta de tempo (PREGUIÇA) , acabou que eu nem escrevi, então, é o seguinte, eu vou falar sobre um  fato q aconteceu semana passada, leia até o final...

                Estava eu esperando o maldito ônibus como todos os dias eu faço pra ir pra escola...
Pois bem, depois de 15 minutos de espera, vem ele... Estava cheio, mas não muito lotado como é de costume, estranhei tal coisa... Beleza, subi, entrei e fui caminhando esbarrando em todos pelo caminho, até que quase no fim do ônibus eu vejo uma coisa muito estranha de se ver em um ônibus da linha 115, Flores, TINHA UMA POLTRONA VAGA!!! E mais estranho ainda é que tinha bastante gente em pé mas ninguém sentado alí... Ao lado da poltrona estava uma mulher, sentada na poltrona da janela... Eu achei estranho, mas sentei, era uma mulata, aparentemente de uns 30 e pouco, 40 anos, cabelo fedendo a creme vagabundo e até que não estava mal vestida, Ok, sentei-me ali ao seu lado...
                Como um ritual, todos os dias no ônibus eu pego meu iPobre, boto os fones e vou escutando qualquer coisa até chegar ao colégio... Pois bem, fiz isso... Estou eu lá de olhos fechados, escutando o som até q eu escuto uns barulhos estranhos assim né, abro os olhos e olho pra mulher que estava ao meu lado, quando eu a olho, ela estava  meio que discutindo comigo, aí eu retirei um fone para ouvi-la... Aí que começou...
                A mulher na verdade não estava falando comigo, estava falando sozinha, ou com a janela do ônibus... Ela dizia o seguinte de uma forma rápida, as vezes gritando:
- Você está pensando o quê rapá? Pensa que vai tirar onda com a minha cara? Ninguém tira onda com a minha cara não meu irmão, eu sou cria de Duque de Caxias, ninguém vai tirar onda com a minha cara não! Você acha que eu sou puta? Eu não sou puta não, eu sou trabalhadora, criei meu filho na maior dificuldade, ralei duro, esse filho da puta ta morto já, eu falei que aquelas paradas não era bom, eu falei que uma hora ou outra ele ia se fuder nessa de usar os bagulho, mas não me ouviu.... Eu usei sim, uso até hoje um pouco, mas não pode viciar... Agora já era, morreu, mas você não vai rir de mim não! Se ficar rindo de mim, você vai ver... Tenta tirar onda com a minha cara só pra você ver meu irmão! Eu te mato! Essa parada de que eu sou puta, que eu sou drogada, maluca, num vem com essa não, lá na minha área você não tira essa onda! Rapá, você é playboy, riquinho que tem tudo... Quero ver morar na rua, se criar, eu não tive mãe, não tive pai, tô aí, sô da rua até hoje me criei em qualquer lugar e você quer tirar onda comigo? Num fode! Eu te arrebento seu cuzão de merda...
Bom, ela falou isso aí e mais um pouco durante os 20 minutos do trajeto Minha casa-colégio, nesse período todo eu evitei olhar pra ela, ela não falava em minha direção, falava pra janela e para o banco da frente, batia na janela e nas pernas, era uma pessoa visivelmente perturbada e aparentemente drogada, ela só saiu no mesmo ponto que eu, aí sim eu entendi o porquê ninguém sentava com ela... O pior é que eu e todos ali ficávamos com vontade de rir, mas não riamos...
Este episódio é um dos muitos que eu já presenciei no ônibus, foi tão bizarro que no dia era aula de redação e num “trabalho” em trio, eu, Ana Clara e Paula fizemos um texto sobre isso... Espero que tenham gostado, em breve eu escrevo mais besteira aqui...

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2 comentários:

Charles Roberto disse...

AHSUAHUSHAUSHAU .. mt bom D. Caxias é o poder KKKKK

Amanda Lemos disse...

Gostei bastante do Blog, :)
Muito interessante !
Deixo o meu aqui, caso queira dar uma olhada, seguir...;

www.bolgdoano.blogspot.com

Muito Obrigada, desde já !

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